Índice médio de felicidade

Postado em:
Blog - Ficção
- 19/06/2017 13:30:23

Alguns dados e curiosidades sobre o livro de ficção do mês de maio do Clube Da Vinci, Índice médio de felicidade, de David Machado.
Associado, não perca o nosso Clube Da Vinci presencial no próximo dia 28 de junho para discutir os livros de ficção, não-ficção e indie de maio.

O autor
David Machado nasceu em Lisboa, em 1978. Publicou os romances O fabuloso teatro do gigante, Deixem falar as pedras, Debaixo da pele e Índice médio de felicidade (Prêmio da União Europeia para a Literatura, Prêmio Salerno Libro d’Europa), que está sendo adaptado ao cinema. Publicou, além disso, vários contos para crianças.

A língua
David Machado se apropria da linguagem coloquial ouvida nas ruas de Lisboa, cheia de gírias e expressões, e assim ler o "IMF" é como conhecer uma face nova da nossa própria língua. Para nós, é um pouco como viajar, ou então como bisbilhotar o jeito de falar das outras pessoas. E isso tem um efeito notável para o livro. Beatas de fumar, secretárias inanimadas, paneleiros que não constroem utensílios de cozinha, sem contar os telemóveis com ecrã táctil, carrinhas, cabrões e cobardes são só alguns exemplos desse novo mundo que se abre na frente do leitor.

Palavra do editor
Conhecemos o Índice médio de felicidade na Feira do Livro de Frankfurt de 2015, no ano em que o livro ganhou o Prêmio Europeu de Literatura. Havia pôsteres gigantescos com o rosto do seu autor, David Machado, espalhados por todo canto da feira. Mas isso em mim tem o efeito contrário ao de despertar a curiosidade, e no fim foi preciso que uma amiga portuguesa fizesse uma recomendação e uma defesa apaixonada do livro para que eu resolvesse procurar conhecê-lo. Acontece que o livro é mesmo daqueles capazes de envolver o leitor. Me identifiquei e fui impactado por algumas provocações do romance, imaginando que os leitores brasileiros sentiriam o mesmo. Desde que o li fiquei louco para publicá-lo. O problema seguinte é que o David já tinha algumas proposta encaminhadas para editoras grandes no Brasil. Daí em diante contamos com a sensibilidade do David em entender qual era o nosso plano para o livro, e suspeito que também tivemos uma ajudinha dos nossos autores portugueses queridos, pois acabou que o David por fim escolheu a Dublinense.  

A editora
A Dublinense é gaúcha de Porto Alegre. O perfil de suas publicações é eclético, se permitie navegar à vontade por diversas linhas e gêneros: ficção, música, esporte, viagens, negócios e humanidades.